Sociedade Princesina de Ciências Astronômicas ®

domingo, 26 de dezembro de 2010

Eclipse lunar 21/12/2010

Fotografia do eclipse lunar visto na Noruega.

Do site SpaceWeather.com

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Faltam quatro dias para o máximo dos Geminídeos


(clique na imagem para ampliá-la)

No próximo dia 14, a Terra estará entrando na zona onde se encontram a maior quantidade de meteoros que formam o chuveiro de Geminídios, na constelação de Gêmeos.

São muito luminosos, alguns de tonalidades azul ou verde, que seguem seus percursos pela abóbada deixando um rastro luminoso que varia segundo a sua dimensão e composição.

Com uma das taxas mais altas, mais de 50 meteoros vistos por hora em média, esta chuva é um espetáculo gratuito acessível a todos que possuem olhos e um céu desempedido de nuvens e poluição luminosa.

Torçamos para que seja o maior espetáculo celeste do ano!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sonda espacial confirma "ar" com oxigênio em lua de Saturno

Via FOLHA.
A Terra ganhou uma companheira na galeria dos corpos celestes com forte presença de oxigênio na atmosfera. Astrônomos anunciaram que Reia - segundo maior dos 62 satélites de Saturno - tem o gás.

Embora haja indícios claros da presença de oxigênio em outros planetas e satélites (como Europa, lua de Júpiter), a maioria dessas conclusões se baseia em observações indiretas, como as do Telescópio Espacial Hubble.

Desta vez, a sonda não tripulada Cassini, da Nasa, conseguiu de fato coletar o gás. A descoberta será publicada numa edição futura da revista "Science".

Para isso, ela sobrevoou o satélite a uma distância de apenas 97 quilômetros. Em termos espaciais, isso significa que o dispositivo "passou raspando" sobre a lua.

A quantidade de oxigênio presente em Reia, no entanto, é muito inferior à que existe na Terra.

A atmosfera detectada pela Cassini, composta de oxigênio e dióxido de carbono (CO2), é extremamente rarefeita, devido à baixa densidade e à massa pequena do satélite, entre outros fatores.

A capacidade de um corpo assim conseguir reter gases e formar uma atmosfera, aliás, foi um dos aspectos que mais intrigaram os cientistas. Normalmente, os corpos celestes que possuem atmosfera costumam ser mais densos.

A densidade do nosso planeta, por exemplo, é de aproximadamente 5,5 g/cm3, enquanto à de Reia não passa de 1,2 g/cm3. Isso significa que o satélite é apenas um pouco mais denso do que a água, que tem 1 g/cm3.

DESABITADO

Embora a composição química de Reia seja teoricamente favorável à vida - além do oxigênio recém descoberto, ela é composta principalmente de água no estado sólido -, o cientista que comandou o trabalho afirma que essa possibilidade é remota.

"Todas as evidências da Cassini indicam que Reia é muito fria e desprovida de água em estado líquido, o que é necessário para a vida como a conhecemos", disse Ben Teolis, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, no Texas (EUA), em entrevista ao jornal britânico "Guardian".

Roberto Costa, professor do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP), também duvida da existência de vida no satélite de Saturno."Essa descoberta não tem realmente nada a ver com vida. Saturno está fora do cinturão de habitabilidade. Ou seja, não tem água na fase líquida. Essas novas informações são realmente muito importantes, mas do ponto de vista do estudo da formação do Universo."

Apesar de terem detectado a atmosfera, os cientistas ainda estão desenvolvendo (muitas) hipóteses para explicar sua formação. O oxigênio parece ser formado com a "quebra" do gelo presente no satélite, devido à influência magnética de Saturno.

O dióxido de carbono também pode ter vindo do gelo, ou ainda ter sido depositado por materiais ricos em carbono que chegaram com o choque de minúsculos meteoros, entre outras possibilidades.


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Australiano faz réplica de madeira em escala real do Telescópio Espacial Hubble

Peter Hennessey, além de fazer o TSH, também fez as réplicas em madeira da sonda Voyager e do jipe lunar. Para ver essas e outras obras do artista, basta acessar o site: http://www.peterhennessey.net/

domingo, 21 de novembro de 2010

Sites muito interessantes


Vasculhando sitos interessantes no submundo virtual que se mostrou ser a internet, encontrei alguns que vale a pena divulgar. Segue abaixo a pequena lista de sites. Para acessá-los, basta clicar nos títulos.




quinta-feira, 18 de novembro de 2010

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

"Não é preciso um Deus para criar o Universo", diz Stephen Hawking



Em seu mais recente livro, "The Grand Design' ("O Grande Projeto", em tradução livre), o cientista britânico Stephen Hawking, afirma que "não é preciso um Deus para criar o Universo", pois o Big Bang seria "uma consequência" de leis da Física.

"O fato de que nosso Universo pareça milagrosamente ajustado em suas leis físicas, para que possa haver vida, não seria uma demonstração conclusiva de que foi criado por Deus com a intenção de que a vida exista, mas um resultado do acaso", explicou um dos tradutores da obra, o professor de Física da Matéria Condensada David Jou, da Universidade Autônoma de Barcelona.

Há 22 anos, em seu livro "Uma Nova História do Tempo", Hawking via na racionalidade das leis cósmicas uma "mente de Deus". O cientista inglês acredita agora que as próprias leis físicas produzem universos sem necessidade de que um Deus exterior a elas "ateie fogo" às equações e faça com que suas soluções matemáticas adquiram existência material.

Assim, aquela "mente que regia nosso mundo" se perde na distância dessa multiplicidade cósmica, segundo o tradutor.

Hawking admite a existência das equações como fundamento da realidade, mas despreza se perguntar se tais equações poderiam ser obras de um Deus que as superasse e que transcendesse todos os universos.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Novo link adicionado

Welcome to the official website of Professor Stephen W. Hawking.

Estação Espacial Internacional completa 10 anos

A Estação Espacial Internacional acaba de completar 10 anos. Mais de 200 astronautas, homens e mulheres de várias nações do planeta já estiveram lá fazendo experimentos, reparando ou acrescentando mais alguns módulos na maior obra que o homem já fez fora da Terra.

Viajando a mais de 27.000 km/h, entre 340 e 360 km de altitude, a ISS completa uma órbita em 92 minutos e perfaz 15,77 órbitas por dia. Desde novembro de 2000 mantém uma tripulação de no mínimo 2 astronautas.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Lado escuro do Universo é posto em dúvida por astrônomos


Resumo por Cristopher Margraf

Pelos dados da radiação cósmica de fundo obtidos pelo WMAP, os astrônomos achavam que o universo teria 74% de energia escura, 22% de matéria escura e apenas 4% de matéria comum (formada por átomos). Mas um grupo de astrônomos descobriu agora que o WMAP não é tão preciso como se pensava antes, e que isso pode mudar toda a concepção que se tem atualmente. Talvez a energia e matéria escura nem mesmo existam!

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=energia-escura-materia-escura-nao-existir&id=010130101018

domingo, 17 de outubro de 2010

Gás frio explicaria crescimento das galáxias, afirmam cientistas

da France Presse via FOLHA.

Astrofísicos europeus anunciaram, em artigo publicado na revista científica britânica "Nature", ter conseguido solucionar um mistério sobre o crescimento das galáxias, que a partir de protoestruturas deram origem às gigantes de bilhões de estrelas da atualidade.

Segundo eles, as jovens galáxias se alimentaram do gás frio que as cercou depois do Big Bang para dar à luz novas estrelas, abrindo um novo caminho para se compreender a expansão do universo.

Análises de luz antiga, conhecida no jargão astronômico como "redshift" (desvio para o vermelho), indicam que as primeiras galáxias se formaram cerca de 13 bilhões de anos atrás, um bilhão de anos depois do Big Bang que deu origem ao universo.

Nos primeiros bilhões de anos que se seguiram ao Big Bang, a massa da maior parte das galáxias aumentou consideravelmente e entender como isto ocorreu é uma das maiores indagações dos astrofísicos.

Até agora, muitos especialistas acreditavam que as galáxias aumentaram de tamanho colidindo e fundindo-se entre si.

Mas uma teoria diferente argumenta que esta não seria a única resposta. Uma abordagem mais sutil também funcionaria. De acordo com este argumento, uma galáxia jovem sugaria o gás frio interestelar como matéria-prima para produzir novas estrelas.

Uma equipe de astrônomos pôs a ideia à prova, usando um espectrógrafo --equipamento que permite fazer a análise de luz-- no telescópio europeu VTL (Very Large Telescope), instalado no deserto do Atacama, no Chile.

Os astrônomos começaram por selecionar três galáxias muito distantes entre si, semelhantes à Via Láctea, com antiguidade estimada em cerca de 2 bilhões de anos depois do Big Bang, assegurando-se que não tenham tido contato com outras galáxias.

Posteriormente, observaram o centro destas três galáxias com o VTL e perceberam que seu coração continha elementos atômicos menos pesados que os de outras, apesar de formar estrelas vigorosamente.

Inversamente, o centro das galáxias mais próximas da nossa são abundantes em "elementos pesados", ou seja outros que não os gases hélio e hidrogênio.

Os dois gases constituíram a quase totalidade do universo após o Big Bang foi a partir desta matéria-prima que as primeiras estrelas formaram, por fusão nuclear, elementos pesados como oxigênio, nitrogênio e carbono, entre outras substâncias.

A descoberta sugere que a matéria que alimenta a geração de estrelas nas jovens galáxias procedeu do "gás primordial" que as cercava e que continha poucos elementos pesados.

"[Os resultados] são a primeira evidência direta de que a adição de gás primitivo realmente aconteceu e que foi suficiente para incentivar uma vigorosa formação estelar e o crescimento de galáxias maciças no jovem universo", explicou o chefe da equipe de cientistas, Giovanni Cresci, do Obseratório de Astrofísico Arcetri, na Itália.

Segundo o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), a descoberta é "a maior prova, até agora, de que as jovens galáxias absorvem gás primitivo" e o utilizam como combustível para dar origem a novas estrelas.

"A descoberta terá um enorme impacto na nossa compreensão sobre a evolução do universo do Big Bang até os dias atuais", anunciou o ESO em um comunicado.

"As teorias sobre a formação das galáxias e sua evolução precisam ser reescritas", destacou.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Filmada aurora em Saturno

As imagens da aurora em Saturno ajudam os cientistas a entenderem melhor o fenômeno aqui na Terra. As imagens foram coletadas pela sonda Cassini, que está em órbita do planeta desde 2003.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Júpiter em maior aproximação dos últimos 50 anos




De hoje para amanhã Júpiter será o astro mais brilhante depois da Lua no céu noturno. Há quase 50 anos o planeta não apresenta a magnitude que apresentará hoje, que somente voltará a ocorrer em 2022. Trata-se da oposição do astro.
Observações são propícias não somente pela oposição, mas também pela facilidade de observar Urano, que está distando menos de 1 grau de Júpiter. Com telescópios de pequeno alcance pode-se contemplar facilmente os dois planetas. Urano se apresentará como uma estrela de magnitude 5.2 de cor azul, destacando-se entre outros astros. Ambos estão na constelação de Peixes.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Astronautas simulam viagem a Marte

Noite Internacional de Observação Lunar


O ano de 2009 marcou o ressurgimento do interesse pela Lua, neste sábado dia 18/09 ocorrerá a "Noite Internacional de Observação Lunar," um evento mundial organizado pela NASA, Observatório Gemini e a ONG Astrônomos Sem Fronteiras.
Além da Lua outros astros poderão ser observados como os planetas Vênus, Marte e Júpiter.
Foto Sergio Carbonar
Nikon D60 1/4000

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Dimitar Sasselov: Como nós encontramos centenas de planetas como a Terra

O astrônomo Dimitar Sasselov e seus colegas buscam por planetas como a Terra que possam, algum dia, nos ajudar a responder questões de séculos atrás sobre a origem e a existência de vida biológica lá fora (e na Terra). Quantos planetas já foram encontrados? Várias centenas.


Acessando o link abaixo você poderá assistir à palestra completa do cientista com legendas em Português. A palestra tem 18:31min e é altamente esclarecedora.

http://www.ted.com/talks/lang/por_br/dimitar_sasselov_how_we_found_hundreds_of_potential_earth_like_planets.html

Eu particularmente não imaginava que em tão pouco tempo de operação, o número de candidatos a planetas semelhantes à Terra descobertos pelo Telescópio Kepler chegasse a 700!!! É muita coisa... Isso corrobora a hipótese de que o Cosmo fervilha de vida.

Outro ponto muito interessante destacado na palestra são os avanços da biologia. Um experimento recente simulando condições da Terra primitiva e de prováveis planetas semelhantes a ela demonstrou que, sob estas condições, certas moléculas tendiam a formar agrupamentos, verdadeiras "bolhas"; as membranas celulares das primeiras células terrestres muito provavelmente surgiram destes agrupamentos.

O cientista termina mostrando que trabalhando nessas duas frentes (a biologia nos laboratórios e a busca por planetas semelhantes à Terra no espaço), ou como ele as chama, esses dois lados da ponte, esperamos que no futuro consigamos chegar ao meio dessa ponte, unificando estes conhecimentos para entender afinal o que é a vida, como ela surge e se realmente estamos sós no universo.

Poucos temas me fascinam tanto quanto pensar nos planetas que existem lá fora e nos prováveis seres que possam viver lá. Mal posso esperar por mais novidades sobre estas pesquisas!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Chuva de meteoros Alfa Aurigídeas


Na madrugada de hoje (terça, dia 31) para amanhã (quarta, dia 01 de setembro), será o máximo da chuva de meteoros Alfa Aurigídeas, que é uma das chuvas mais intrigantes. A taxa horária zenital, isto é, o número de meteoros que uma pessoa veria ao observar em um local razoavelmente escuro quando o radiante estivesse exatamente acima de sua cabeça, é de apenas 6 meteoros por hora, o que a princípio faz dela uma chuva desinteressante.

Em 2007, porém, esta chuva surpreendeu a todos atingindo incríveis 130 meteoros por hora; então vale a pena, para quem tiver disponibilidade, pelo menos verificar como será a chuva este ano. É importante lembrar que a poluição luminosa atrapalha e muito, e dependendo do nível dela, mesmo que os meteoros estejam passando, talvez não seja possível observá-los por causa dela (grande parte dos meteoros são fracos demais para ser observados em um céu poluído); por isso, eu particularmente considero que só vale a pena perder a noite de sono para acompanhar uma chuva como essa se o lugar de observação possuir o horizonte desimpedido e razoavelmente pouca poluição luminosa.

Na expedição a Itaiacoca que ocorrerá no próximo fim de semana, irei fazer o registro de todos os meteoros avistados e prestando atenção na constelação em que se originaram; talvez a atividade dessa chuva se extenda até lá, e caso ainda haja algum Alfa Aurigídeo para ser observado, ele com certeza aparecerá em nossos registros!

Falando especificamente da observação hoje, há mais um empecilho: a Lua, que estará com 55% do disco iluminado e se encontrará razoavelmente próxima do radiante, podendo ofuscar os meteoros mais fracos. O radiante começa a se elevar no horizonte NORDESTE a partir das 3 da manhã, e a melhor hora pra observar será entre 4 e 5 da manhã quando o radiante estiver mais alto (porém, o radiante mesmo nesse momento estará apenas uns 20 graus acima do horizonte, então faz-se necessário um horizonte norte-nordeste realmente desimpedido).

O mapa no início do post irá ajudar a localizar o radiante. Não será difícil pois este fica bem próximo de Capella (a Alfa de Auriga, que dá nome à chuva), uma estrela muito brilhante que se destaca no céu. As estrelas mais brilhantes de Gêmeos, Órion e Touro também irão ajudar na localização.

Infelizmente hoje não será possível para mim me aventurar a observar esta chuva, devido aos compromissos do trabalho e do estudo e principalmente porque não disponho de um local adequado (com horizonte livre). Mas talvez algum outro membro da SPCA consiga observar a chuva hoje.
Céus limpos a todos!
Cristopher.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Discos voadores existem?

Li este artigo na Folha e achei interessante publicá-lo no blog. Eu sei que muitas pessoas que o acessam ficam com "um pé atrás" no assunto. Apesar de longo, o artigo é bem escrito e de leitura rápida. C. G. Chrestani

da Folha.com.br

Ao longo dos últimos 11 anos, já escrevi colunas contra a homeopatia, a astrologia, a psicanálise e tudo o que me parecesse manifestações de pseudociência, mas nunca me ocorreu falar mal dos ufólogos. Na verdade, nunca achei que fosse necessário, pois sempre imaginei que os perseguidores de contatos imediatos não passassem de uma microminoria daquelas bem exóticas. Assim, foi com surpresa que tomei conhecimento de que se trata de um grupo não tão diminuto. Eles contam com uma publicação bem produzida, a revista "UFO", que existe já há 27 anos e diz tirar 30 mil exemplares por mês. Já o site tem, segundo seus mantenedores, uma média de 25 mil visitas diárias. Mesmo que nem todos os compradores e internautas sejam ufólogos de carteirinha, é lícito concluir que bastante gente se interessa, ainda que apenas antropologicamente, pelo fenômeno. É o caso, portanto, de gastar uma coluna com ele.

Antes de prosseguir, um alerta. Ao contrário de religiosos em geral, não pretendo impor minhas crenças a ninguém. Se os caçadores de alienígenas extraem prazer dessa atividade, meu conselho é que aproveitem. É claro que eu não acredito, mas tampouco acredito em Papai do Céu e nem por isso recomendo aos fiéis que faltem à missa. A questão aqui é que os ufólogos estão fazendo um juízo verificável sobre o mundo. Eles afirmam que espécies alienígenas inteligentes visitam regularmente a Terra e até sequestram alguns de nós de vez em quando. E isso, ao contrário da hipótese divina, pode em princípio ser comprovado ou desmentido. Se discos voadores não existem, como parece ser o caso, é preciso afirmá-lo com toda a clareza. Uma das missões da ciência é reduzir o número de ficções que se pretendem reais em circulação na sociedade.

Passemos, então, ao exame da matéria. Objetos voadores não identificados, abduções e alienígenas. O que há de cientificamente palpável nessas histórias e o que é fruto de delírio? A crer em estudos que receberam o crivo da ciência, podemos praticamente descartar os dois primeiros como miragens, interpretações equivocadas de fenômenos conhecidos e manifestações psiquiátricas. Já a existência de vida fora da Terra é objeto de alguma pesquisa e intensa especulação.

Comecemos, porém, pelo começo. A ideia de outros mundos habitados é antiga. Ela já recebeu o apoio de filósofos tão diversos como Tales, Epicuro, Kant e Benjamin Franklin. A notável exceção é Aristóteles, que negava a possibilidade de haver outros universos. Na esfera religiosa, a situação não é muito diferente. O hinduísmo praticamente requer outros planos de existência que se comuniquem com o nosso. No judaísmo, o Talmud fala nos 18 mil mundos. O Corão também traz passagens sugestivas de uma pluralidade de mundos. No catolicismo, embora a igreja jamais se tenha manifestado oficialmente a respeito, ela acabou abraçando, por força da tradição, o modelo aristotélico-ptolomaico, que rejeita os discos voadores.
Mesmo nós céticos somos forçados a reconhecer que civilizações avançadas, ETs e viajantes interplanetários rendem excelentes histórias. E boas histórias sobrevivem até mesmo quando contrariam as evidências.

Se o espaço sempre deslumbrou o homem, Marte está entre os corpos celestes que mais fascínio provocaram. Seu tom vermelho-sanguíneo o fez ser frequentemente associado à morte. Os babilônios o chamavam de Nergal, seu deus da morte e da pestilência. Para os gregos, era Ares, o deus das batalhas. Os romanos o batizaram de Marte, deus da guerra.

Nem a suposta objetividade da ciência e de seus instrumentos conseguiu romper a aura de encantamento que paira sobre o planeta vermelho. Ao contrário, contribuiu para aumentá-la. Em 1877, o astrônomo italiano Giovanni Schiaparelli descobriu pequenos sulcos na superfície do planeta que chamou de "canali" (canais). O termo foi erroneamente traduzido para o inglês como "canals" em vez de "channels". No idioma de Shakespeare, "canal" designa principalmente os canais artificiais usados em irrigação.

A novidade deu lugar a todo tipo de especulação. O orientalista e astrônomo norte-americano Percival Lowell divulgou a crença de que os canais levavam água derretida dos polos para irrigar os campos e abastecer as cidades marcianas. Tal teoria, é claro, já contrariava observações de astrônomos melhores, segundo as quais a atmosfera marciana era rarefeita demais para comportar uma civilização, mas isso não importava. Ganhava força aí o clichê, que até hoje sobrevive no imaginário popular, dos homenzinhos verdes de Marte.

Mesmo depois que as primeiras sondas dos programas Mariner e Viking chegaram a Marte nos anos 60 e revelaram um planeta totalmente desolado sem canais nem homenzinhos de nenhuma cor, o mito marciano segue resistindo, na forma de planeta a colonizar, proposta defendida, entre outro, pelo físico Stephen Hawking.

Voltemos, contudo, aos discos voadores. A ideia de que extraterráqueos nos visitam a bordo de naves avançadas é bem datada. Ela surgiu em 1947 nos EUA, depois que o piloto de aviões Kenneth Arnold relatou ter avistado objetos voadores não identificados (óvnis). Nos anos 50, os relatos de visões e encontros adquiriram um padrão epidêmico.

Pacientemente, a Força Aérea dos EUA (no que depois foi imitada por aeronáuticas de outros países) pôs-se a registrar e investigar várias centenas dessas histórias, que resultaram no Projeto Signs, que depois se tornou Projeto Grudge, que virou o Projeto Blue Book.

Em 1966, a Universidade do Colorado escolheu 56 desses casos para estudar melhor, sob o comando do físico Edward Condon. Dois anos depois, o relatório intitulado "Estudo Científico dos Óvnis" concluía que não valia a pena seguir pesquisando esse tipo de fenômeno, que, como já disse acima, envolve quase sempre a uma interpretação errônea de eventos atmosféricos ou artefatos voadores de fabricação terrestre. A conclusão foi referendada pela Academia Nacional de Ciências.

Isso significa que os óvnis já foram considerados seriamente pela ciência e descartados. É claro que ninguém pode afirmar de forma apodítica que não existem naves espaciais alienígenas, mas elas já foram procuradas de forma mais ou menos metódica e não foram encontradas, o que é um indício bastante razoável de inexistência. Com muito menos "provas" a maioria dos adultos descartamos Papai Noel.

Uma outra forma de pôr a questão é o paradoxo de [Enrico] Fermi, no qual o físico italiano perguntava: se alienígenas extraterrestres são comuns, por que não são óbvios? "Onde estão eles?", na frase que ficou celebrizada.

Para responder a essa pergunta, entusiastas dos óvnis costumam recorrer a toda sorte de teorias conspiratórias, como a de que governos escondem as evidências e até mesmo alguns ETs. Foi assim que surgiram lendas urbanas como a da Área 51 e o ET de Varginha.

Evidentemente, o fato de não termos encontrado nenhum disco voador não significa que não exista vida fora da Terra. Há uma disciplina científica, a astrobiologia, que se dedica a esse tipo de busca, seja na forma de vida inteligente, seja, mais modestamente, como micróbios.

Na primeira categoria estão iniciativas como o Seti, que procura por sinais de rádio oriundos de planetas distantes. Foram 40 anos de decepcionante silêncio. É claro que 40 anos não são nada diante da vastidão do Universo, uma civilização alienígena que esteja nos confins do espaço seria, em termos práticos, uma civilização para nós não existente.

Na segunda, estão as sondas que despachamos para vários pontos do sistema solar. As que foram a Marte, por exemplo, embora não tenham encontrado ainda bactérias vivas ou mortas, revelaram indícios que reforçam a suspeita de que pode haver ou ter havido ali atividade microbiana. Outros candidatos a comportar vida são os satélites Europa e Titã.

O pressuposto de ambas as buscas é o princípio da mediocridade, defendido, entre outros, pelos astrônomos Carl Sagan e Frank Drake: se existe vida na Terra e ela é um planeta sem nada de excepcional, deve haver seres vivos em muitos mundos.

Contrapõe-se a ele a hipótese da Terra rara, elaborada pelo geólogo e paleontologista Peter Ward e pelo astrobiólogo Donald Brownlee, segundo a qual o surgimento de vida multicelular é um evento menos comum do que supõe o princípio da mediocridade, pois depende de uma combinação improvável de fatores astrofísicos e geológicos e não apenas da química, a qual parece distribuir-se de forma mais democrática pelo Universo.

A Terra rara é uma resposta convincente ao paradoxo de Fermi e ao silêncio do Seti, mas ela nos deixa mais solitários no Universo. Pensando bem, isso talvez não seja uma má ideia. Se existem aliens com capacidade tecnológica para construir discos voadores, é prudente ficarmos longe deles. Mesmo que viessem munidos das melhores intenções, quando civilizações em diferentes estágios de desenvolvimento tecnológico se encontram, a mais atrasada tende a levar a pior. Foi isso pelo menos o que aconteceu na Terra, como o provam a história das Américas, da África, da Oceania...


Hélio Schwartsman, 44 anos, é articulista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001. Escreve para a Folha.com.


terça-feira, 24 de agosto de 2010

Mais um impacto em Júpiter

do SpaceWeather.com
video

Separados por 800 km e sem se conhecerem, dois astrônomos amadores japoneses compartilharam a visão de mais um impacto sobre a superfície de Júpiter na sexta passada, dia 20. Como vem ocorrendo desde o ano passado, uma série de impactos estão sendo registrados de tempos em tempos, possibilitando a muitos amadores contribuir com a evolução das ciências astronômicas. E isso tende a aumentar com a popularização das tecnologias empregadas nas observações astronômicas.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A Lua está encolhendo como uma maçã velha.




A Lua está encolhendo como uma maçã velha, revelam imagens da NASA, que explica esta contração pelo resfriamento interno. Mais detalhes em:

Foto Sergio Carbonar

Câmara Nikon D60

17/08/2010


http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/eua astronomia

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Quando duas tempestades se encontram...


Hoje, próximo da meia-noite, poderemos ver duas grandes tempestades se encontrando na atmosfera de Júpiter. Trata-se da Grande Mancha Vermelha (tempestade descoberta por Galileu Galilei) se aproximando da tempestade conhecida como Oval BA (descoberta a menos de 10 anos), localizada na faixa logo ao sul da Grande Mancha.

Com um telescópio refletor de 100 mm e um olho atento será possível ver o encontro de forma precária. No entanto, para quem nunca viu a Grande Mancha, esta será a oportunidade única em nosso límpido céu de inverno.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Persídeos na Hungria

O confrade Cristopher encontrou esse vídeo fantástico da chuva de meteoros Persídeos, que ocorreu semana passada. Vejam:

domingo, 8 de agosto de 2010

Observação Aeroporto Sant'Ana 07/08/2010

Clique na imagem para aumentá-la.

A idéia de fazer uma observação no sábado partiu de forma despretensiosa, esperando, em realidade, uma negação de meu superior. Mas o fato foi que eu ateei o fogo da vontade de contemplar os astros em meus confrades, e tive que arcar com as consequências, que não poderiam ser melhores.

Chegamos no Aeroporto Sant'Anna com o Sol tocando o horizonte oeste, se escondendo para lá dos meandros do Tibagi, uma poncã gigante sendo oferecida aos amigos orientais que entravam no novo dia. Estudamos o terreno para que nada nos surpreendesse quando estivéssemos velados pela luz das estrelas (para saber mais sobre o episódio da cobra, clique aqui).

Felizmente, nada de surpreendente aconteceu, a não ser o aparecimento de um telescópio de 250 mm, SkyWatch, que nos deixou consideravelmente felizes. O Sr. Arnaldo, amigo do confrade Osvaldo (que possui muitos amigos com nomes semelhantes), o adquiriu há algumas semanas e nos brindou com excelentes imagens da Eta Carinae, Galáxia do Sombrero, M3, M8, M6, Mercúrio, Vênus, Saturno, Marte, Urano e um espetacular Júpiter, com excepcional visão das faixas que adornam o gigante gasoso.

Iniciamos o desmonte dos equipamentos influenciados pela aproximação da bruma que pairava sobre os charcos à nossa volta. Nossos binóculos ficaram inutilizados com a membrana aquosa da condensação, assim como as lunetas buscadoras. Relutantes, fomos vencidos pelo cansaço, frio, fome e, nesse dia especial, pela umidade. Mas, como tantas outras, essa foi mais uma observação memorável que a SPCA pode realizar.

Foto de Mauricio José Kaczmarech.



sábado, 7 de agosto de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

Planetas no céu ao anoitecer


Os planetas Mercúrio, Vênus, Marte e Saturno estão dominando o céu desde o início da noite.

*Mercúrio visível a oeste após o pôr do Sol em Leão, dia 6/08 atinge a máxima elongação leste 27º 44'.

*Vênus em Virgem, atinge a máxima elongação leste 46º dia 6/08.

*Marte em Virgem, estará em conjunção com Vênus (2º) dia 20/08.

*Saturno visível a oeste próximo ao pôr do Sol.

Cientistas encontram cratera de impacto através do Google Earth


Analisando imagens do Google Earth, cientistas egípcios e europeus descobriram uma cratera de impacto de meteorito na região sudoeste do Egito. Segundo os cientistas, ela foi formada por um meteorito ferroso que pesava mais de 5 toneladas, que, com o impacto, abriu um circulo de 45 metros de diâmetro por 16 de profundidade. Este impacto ocorreu 5.000 anos atrás.

Para ler o artigo original, clique aqui.

domingo, 18 de julho de 2010

Cavernas Lunares


A NASA divulgou esta semana a descoberta de cavernas na superfície lunar que, segundo alguns cálculos, podem chegar à centenas de metros de profundidade. Imagens colhidas pela sonda japonesa Kaguya e pela sonda americana Lunar Reconnaissance Orbiter, mostram algumas entradas para o mundo submerso da Lua. Os cientistas acreditam que essas cavernas foram dutos de lava que emergiram na superfície, depositando-se nas regiões planas - os mares. Com o tempo, as rochas sofreram processos de intemperismo físico e químico (água?), sendo transportadas por gravidade para regiões mais profundas, deixando essas "lacunas" à vista.


Abertura da caverna localizada nas Colinas Marius
[clique na imagem para aumentá-las]

Dutos de lava terrestre
Para mais informações, clique AQUI.

Site sobre o Hubble


O site http://www.spacetelescope.org/ é o mais rico centro de informações sobre o Telescópio Espacial Hubble (TEH) que existe em toda a internet. Além de fornecer informações sobre o projeto inicial e até as mais recentes atividades, possui uma infinidade de vídeos, animações, fotos, wallpapers e um trilhão de coisas a mais que quem se interessar deverá conferir com os próprios olhos.

Vale à pena conferir!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Mancha Solar e a Terra

A imagem abaixo mostra as linhas magnéticas da mancha solar 1087 em comparação com a Terra. O universo é tão vasto que nos perdemos nos limites de sua escala. Aqui nos sentimos no microcosmos.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Eclipse 11/07

Este domingo foi especial para os habitantes do Pacífico Sul. O eclipse total do sol foi aguardado por muitos, e deu um espetáculo imenso a todos os espectadores. Vejam abaixo duas fotos do fenômeno por Donald Gardner, diretamente do Atoll de Hao, Polinésia Francesa.




sexta-feira, 9 de julho de 2010

Fotos 03/07/2010

Segue algumas fotografias tiradas na última observação na chácara do Sr. Aroldo Garbuio, em Ponta Grossa, Paraná.

Escorpião e Sagitário

Centro galático, em Sagitário
Centro galático, com menor exposição

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Cometa 10P Tempel 2 à vista!


O ano de 2010, até o momento, não está muito bom para cometas brilhantes. Mas enquanto as exceções não aparecem podemos arriscar com o mais visível: o cometa 10P Tempel 2.

Sua magnitude agora está 8,2, o que não deixa de ser brilhante para um cometa. A proximidade com Júpiter o torna fácil de localizar, mas pode prejudicar a observação principalmente com binóculos.

Os observadores podem aproveitar para localizar Urano, que está localizado a oeste de Júpiter.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Iniciando na Astronomia


Fui convidado para falar sobre Astronomia em uma turma de 1ª série do Ensino Fundamental para crianças de 05 e 06 anos no Colégio Marista que ao longo deste primeiro semestre estavam envolvidas em um projeto denominado "Crianças no Espaço" onde os alunos fizeram pesquisas em livros e internet sobre os mais variados temas astronômicos, elaborando depois vários cartazes que foram fixados no mural ao lado da sala de aula, cada aluno, segundo a professora ministrou também uma pequena palestra sobre o tema pesquisado em Astronomia, e para o encerramento do projeto nesta semana que antecede as férias de julho, estive a convite da professora Elisa para falar algo mais sobre esta cativante ciência. Levei o notebook onde mostrei os softwares "Stellarium e o Celestia," levei também uma pequena luneta e um binóculo, e no espaço de duas horas estivemos fazendo um "bate-papo" onde os alunos me encheram de perguntas, desde os buracos negros, planetas, meteoros, meteoritos, lua etc. foi uma experiência muito boa, pois nunca tinha falado de Astronomia com crianças nesta faixa etária, espero ter plantado uma semente e que esta germine, pois foi nessa idade que eu fui iluminado por alguém, despertando a Astronomia dentro de mim.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Relatório de Observação 03/Julho/2010

Copiado do site da SPCA: http://www.spca-astronomia.com.br/spca-observacao-socios.html


No sábado dia 3 de julho realizamos a melhor observação que já fizemos na chácara. Todos os membros da SPCA estavam presentes; o equipamento utilizado consistia em alguns binóculos, câmeras fotográficas e três telescópios: o 130 mm de Cristopher Margraf, o 150 mm de Adriano Smolarek e o 300 mm de Sergio Carbonar. O céu estava excelente, totalmente limpo, o que é raro em nossa região, e a temperatura estava agradável, considerando a época do ano.

A noite já seria especial só pela incrível quantidade de objetos do céu profundo observados. Dentre estes o destaque ficou com quatro galáxias que nós ainda não havíamos observado; eu (Cristopher) as identifiquei primeiramente usando o binóculo 10x50 e depois o Sergio as encontrou no 300 mm, onde pudemos observá-las com detalhes incríveis. Estas galáxias são M83 em Hydra e o tripleto de galáxias em Leão, formado por M65, M66 e NGC 3628. Também foram observados alguns objetos já "velhos conhecidos" nossos, como as galáxias Sombrero (M104) e Centaurus A (NGC 5128), o aglomerado Omega Centauri, Caixa de Jóias, etc. Também foi destaque a grande quantidade de objetos Messier identificados, dentre os principais: M4, M6, M7, M8, M10, M12, M13, M16, M17, M18, M20, M21, M24, M25, M57, além é claro das já citadas M65, M66 e M104 (Sombrero). Aliás, M57, a Nebulosa Planetária do Anel, merece destaque; nunca havíamos a observado antes, mas o Sergio a identificou com o 300 mm e através do instrumento foi possível discernir claramente o formato característico de anel dessa nebulosa, que lhe dá o nome.

Mas muito além destes objetos, o grande destaque da noite foram os meteoros. Mais de 30 esporádicos foram observados, sendo que três foram excepcionais. O primeiro, às 21:28h, foi gigante, um verdadeiro bólido, com um brilho azul esverdeado tão intenso que formou um clarão que iluminou o chão e as árvores. Estimamos sua magnitude em (no mínimo) -9.0, mas pode ter sido até mais intenso, pois foi muito mais brilhante que Vênus, riscando o céu de Leste a Norte, surgindo em Sagitário e terminando na região da constelação Sagitta. O bólido queimou por uns 4 ou 5 segundos antes de desaparecer.

O segundo meteoro de brilho excepcional surgiu mais ao norte, às 22:10h; foi menos brilhante (estimamos sua magnitude em -1.0 comparando com a estrela Vega), porém mais lento e brilhou por mais tempo (aproximadamente 6 ou 7 segundos) e percorreu uns 40 graus no céu. O último fenômeno excepcional foi às 22:34h, menos brilhante que os anteriores (magnitude estimada em +0.5), mas ainda assim lento e duradouro como o anterior, brilhando por cerca de 6 segundos. Este partiu do Norte para o Leste, surgindo em Lira e desaparecendo perto do Grou.

Foi realmente muita sorte termos observado aquele bólido às 21:28h, principalmente sabendo o quão é raro conseguir observar este tipo de fenômeno (mesmo os mais experientes do grupo jamais haviam visto um bólido como este). E considerando que na mesma noite vimos outros dois meteoros bastante brilhantes, foi realmente uma observação magnífica. Que venham mais observações como esta!

sábado, 3 de julho de 2010

Observação na Chácara

Hoje, finalmente, os membros da SPCA se reunirão no posto de observação privilegiado: a chácara do Sr. Aroldo Garbuio.

O nosso céu de inverno é privilegiado com tantos objetos do espaço profundo, que nós não sabemos nem por onde começar nossas buscas.

Amanhã traremos o relatório da observação.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ophiuchus: O serpentário

Estava olhando o céu próximo ao zênite e me deparei com a constelação do Ophiuchus. Consultei o Cartas du Ciel e vi que existem vários objetos Messier no interior do polígono formado pelas estrelas, o que torna fácil a visualização e admiração de cada objeto, diferente de Sagitário que, pela proximidade dos objetos, dificulta a caracterização de cada um.

O Cartas du Ciel mostrou-me dois algomerados globulares de fácil localização: M 10 e M 12.

Que possamos aproveitar bem a noite sem nuvens!


Imagem mais detalhada da constelação
Localização geral da constelação

terça-feira, 29 de junho de 2010

Planisfério "faça você mesmo" australiano

Nosso amigo Marcelo enviou-nos um excelente planisfério australiano que serve também para nossa latitude.

Segue o link abaixo:
http://www.psychohistorian.org/downloads/ssw/ssw-v08.pdf

Obs: o endereço do site está como psycho historian, referência da profissão fictícia criada pelo grande Isaac Asimov nos livros da trilogia da Fundação.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Eclipse Lunar 26/06/2010

Na manhã deste sábado, dia 26, às 05:57 da manhã, acontecerá o primeiro eclipse lunar visível no Brasil este ano. O grande inconveniente está no fato de seu início ser no fim da noite, logo antes do nascer do sol, com a Lua muito próxima do horizonte.

Abaixo existem dois mapas mostrando as localidades do mundo onde será visível o fenômeno e as zonas de contato da lua com a sombra, respectivamente.

Os horários de contato nas zonas de sombra são os seguintes:
P1 = 05:57
U1 = 07:16
U4 = 09:59
P4 = 11:19
No Brasil só poderemos ver o eclipse penumbral, o contato P1. Então, torçamos para que as condições meteorológicas estejam boas e que o relógio desperte, pois outro eclipse lunar será somente no dia 21/12, no mesmo horário que este.

Fonte: Nasa.

SPCA no Parque Ambiental - 19/06/2010

Sábado, dia 19, iniciamos as comemorações dos 8 anos da SPCA com observação pública no Parque Ambiental Manoel Ribas, em frente ao Terminal Central, próximo ao módulo policial. Passaram por ali aproximadamente 80 pessoas que espiaram a Lua, Vênus, Saturno, Alfa Centauro e Rubídea (Gama do Cruzeiro). Algumas fotos do evento:

1 - Mosaico do Parque Ambiental e nosso posto de observação;
2 - Alguns curiosos observando nos equipamentos dos membros da SPCA;
3 - A poluição luminosa não atrapalhou nossos planos;


terça-feira, 22 de junho de 2010

7º Encontro Paranaense de Astronomia - Londrina

19-04-09 foto 02 by SPCA - Astronomia em Ponta Grossa, Paraná.

Mais uma vez a cidade de Londrina sediará um encontro de diletantes e profissionais das ciências astronômicas. O 7º EPAST acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de outubro, sob a coordenação do GEDAL - Grupo de Estudo e Divulgação de Astronomia de Londrina.

Londrina sediou em 2005 o 2º EPAST, e em 2009 o 12º Encontro Nacional de Astronomia, 1º Encontro Latino-Americano de Astronomia e o 1º Encontro de Observadores de Cometas. Com um histórico desses, o EPAST desse ano já está envolvido em grandes expectativas visto que, em sua última versão, o sucesso de público e crítica solidificou o encontro como um dos mais importantes do país nas áreas abrangidas pelas ciências astronômicas.

O GEDAL já disponibilizou o site do evento: http://web.sercomtel.com.br/epast/



segunda-feira, 21 de junho de 2010

SPCA - 8 anos na estrada...

Hoje, dia 21 de junho, a SPCA comemora 8 anos de existência. Parabéns a todos os membros, e que venham mais 8 anos.

21/06/2002
2010
SPCA e telescópios by SPCA - Astronomia em Ponta Grossa, Paraná.


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ceres: o Planeta-anão

O planeta-anão Ceres está em seu período de maior aproximação com a Terra, o que torna sua observação um convite a todos os amantes das ciências astronômicas.

Hoje, dia 17/06, a magnitude estimada é de aproximadamente 7.0, o que possibilita a observação com um pequeno telescópio ou um binóculo 7x50. A dica é observar depois da meia-noite, quando a lua já se pôs, e Sagitário, constelação onde Ceres se encontra, estará alto no céu.

Clique AQUI para acessar um mapa celeste detalhado da região onde Ceres se encontra.

Clique no mapa celeste abaixo para uma visão geral de Sagitário no céu.



Eclipse Solar em Julho de 2010

Como se não bastasse o nosso céu poluído por nuvens e luz, também vamos deixar de ver por pouco, mas muito pouco mesmo, o eclipse solar no dia 11 de julho deste ano.

Vejam na animação que, quando a área azul clara se aproxima do sul do Brasil, o sol se põe no horizonte.


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mudanças

Os leitores já puderam notar que estão ocorrendo algumas modificações em nosso blog. As novas ferramentas do Blogger aceleraram algumas mudanças que deveriam acontecer num futuro incerto. Pedimos a compreensão de todos deixando espaço aberto para sugestões.

Stephen Hawking na Seleções


Certo dia eu estava garimpando artigos interessantes em várias revistas Seleções do Reader's Digest, e descobri essa pequena biografia do incrível Stephen Hawking numa revista de Julho de 1984. Sintam-se à vontade para ler.