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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Nasa faz foto de galáxias que formaram buracos negros

da Folha Online.

A Nasa, agência espacial americana, divulgou uma foto da Arp 147, um par de galáxias localizadas a cerca de 430 milhões de anos-luz da Terra.

A imagem foi possível pelos raios X emitidos pelo observatório Chandra e pelos dados ópticos do telescópio Hubble.

A Arp 147 contém os restos de uma galáxia espiral (à direita na imagem), que colidiu com uma elíptica (à esquerda).

Dessa colisão, surgiu um aglomerado de estrelas novas, que na foto aparece como o anel azul.
À medida que vão evoluindo, esses corpos celestes explodem como supernovas, deixando para trás buracos negros ou estrelas de nêutrons --uma das possíveis fases finais da vida de uma estrela.

Tanto os buracos negros quanto as estrelas de nêutrons podem se tornar fontes de raios X brilhantes. No caso da Arp 147, eles são tão vistosos, que devem ser buracos negros com massa equivalente de dez a vinte vezes superior à do Sol.

A foto também captou a "vizinhança" da Arp 147. Uma estrela (à esquerda, abaixo) e um quasar (ponto rosa, na parte de cima).

domingo, 17 de outubro de 2010

Gás frio explicaria crescimento das galáxias, afirmam cientistas

da France Presse via FOLHA.

Astrofísicos europeus anunciaram, em artigo publicado na revista científica britânica "Nature", ter conseguido solucionar um mistério sobre o crescimento das galáxias, que a partir de protoestruturas deram origem às gigantes de bilhões de estrelas da atualidade.

Segundo eles, as jovens galáxias se alimentaram do gás frio que as cercou depois do Big Bang para dar à luz novas estrelas, abrindo um novo caminho para se compreender a expansão do universo.

Análises de luz antiga, conhecida no jargão astronômico como "redshift" (desvio para o vermelho), indicam que as primeiras galáxias se formaram cerca de 13 bilhões de anos atrás, um bilhão de anos depois do Big Bang que deu origem ao universo.

Nos primeiros bilhões de anos que se seguiram ao Big Bang, a massa da maior parte das galáxias aumentou consideravelmente e entender como isto ocorreu é uma das maiores indagações dos astrofísicos.

Até agora, muitos especialistas acreditavam que as galáxias aumentaram de tamanho colidindo e fundindo-se entre si.

Mas uma teoria diferente argumenta que esta não seria a única resposta. Uma abordagem mais sutil também funcionaria. De acordo com este argumento, uma galáxia jovem sugaria o gás frio interestelar como matéria-prima para produzir novas estrelas.

Uma equipe de astrônomos pôs a ideia à prova, usando um espectrógrafo --equipamento que permite fazer a análise de luz-- no telescópio europeu VTL (Very Large Telescope), instalado no deserto do Atacama, no Chile.

Os astrônomos começaram por selecionar três galáxias muito distantes entre si, semelhantes à Via Láctea, com antiguidade estimada em cerca de 2 bilhões de anos depois do Big Bang, assegurando-se que não tenham tido contato com outras galáxias.

Posteriormente, observaram o centro destas três galáxias com o VTL e perceberam que seu coração continha elementos atômicos menos pesados que os de outras, apesar de formar estrelas vigorosamente.

Inversamente, o centro das galáxias mais próximas da nossa são abundantes em "elementos pesados", ou seja outros que não os gases hélio e hidrogênio.

Os dois gases constituíram a quase totalidade do universo após o Big Bang foi a partir desta matéria-prima que as primeiras estrelas formaram, por fusão nuclear, elementos pesados como oxigênio, nitrogênio e carbono, entre outras substâncias.

A descoberta sugere que a matéria que alimenta a geração de estrelas nas jovens galáxias procedeu do "gás primordial" que as cercava e que continha poucos elementos pesados.

"[Os resultados] são a primeira evidência direta de que a adição de gás primitivo realmente aconteceu e que foi suficiente para incentivar uma vigorosa formação estelar e o crescimento de galáxias maciças no jovem universo", explicou o chefe da equipe de cientistas, Giovanni Cresci, do Obseratório de Astrofísico Arcetri, na Itália.

Segundo o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), a descoberta é "a maior prova, até agora, de que as jovens galáxias absorvem gás primitivo" e o utilizam como combustível para dar origem a novas estrelas.

"A descoberta terá um enorme impacto na nossa compreensão sobre a evolução do universo do Big Bang até os dias atuais", anunciou o ESO em um comunicado.

"As teorias sobre a formação das galáxias e sua evolução precisam ser reescritas", destacou.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Relatório de Observação 03/Julho/2010

Copiado do site da SPCA: http://www.spca-astronomia.com.br/spca-observacao-socios.html


No sábado dia 3 de julho realizamos a melhor observação que já fizemos na chácara. Todos os membros da SPCA estavam presentes; o equipamento utilizado consistia em alguns binóculos, câmeras fotográficas e três telescópios: o 130 mm de Cristopher Margraf, o 150 mm de Adriano Smolarek e o 300 mm de Sergio Carbonar. O céu estava excelente, totalmente limpo, o que é raro em nossa região, e a temperatura estava agradável, considerando a época do ano.

A noite já seria especial só pela incrível quantidade de objetos do céu profundo observados. Dentre estes o destaque ficou com quatro galáxias que nós ainda não havíamos observado; eu (Cristopher) as identifiquei primeiramente usando o binóculo 10x50 e depois o Sergio as encontrou no 300 mm, onde pudemos observá-las com detalhes incríveis. Estas galáxias são M83 em Hydra e o tripleto de galáxias em Leão, formado por M65, M66 e NGC 3628. Também foram observados alguns objetos já "velhos conhecidos" nossos, como as galáxias Sombrero (M104) e Centaurus A (NGC 5128), o aglomerado Omega Centauri, Caixa de Jóias, etc. Também foi destaque a grande quantidade de objetos Messier identificados, dentre os principais: M4, M6, M7, M8, M10, M12, M13, M16, M17, M18, M20, M21, M24, M25, M57, além é claro das já citadas M65, M66 e M104 (Sombrero). Aliás, M57, a Nebulosa Planetária do Anel, merece destaque; nunca havíamos a observado antes, mas o Sergio a identificou com o 300 mm e através do instrumento foi possível discernir claramente o formato característico de anel dessa nebulosa, que lhe dá o nome.

Mas muito além destes objetos, o grande destaque da noite foram os meteoros. Mais de 30 esporádicos foram observados, sendo que três foram excepcionais. O primeiro, às 21:28h, foi gigante, um verdadeiro bólido, com um brilho azul esverdeado tão intenso que formou um clarão que iluminou o chão e as árvores. Estimamos sua magnitude em (no mínimo) -9.0, mas pode ter sido até mais intenso, pois foi muito mais brilhante que Vênus, riscando o céu de Leste a Norte, surgindo em Sagitário e terminando na região da constelação Sagitta. O bólido queimou por uns 4 ou 5 segundos antes de desaparecer.

O segundo meteoro de brilho excepcional surgiu mais ao norte, às 22:10h; foi menos brilhante (estimamos sua magnitude em -1.0 comparando com a estrela Vega), porém mais lento e brilhou por mais tempo (aproximadamente 6 ou 7 segundos) e percorreu uns 40 graus no céu. O último fenômeno excepcional foi às 22:34h, menos brilhante que os anteriores (magnitude estimada em +0.5), mas ainda assim lento e duradouro como o anterior, brilhando por cerca de 6 segundos. Este partiu do Norte para o Leste, surgindo em Lira e desaparecendo perto do Grou.

Foi realmente muita sorte termos observado aquele bólido às 21:28h, principalmente sabendo o quão é raro conseguir observar este tipo de fenômeno (mesmo os mais experientes do grupo jamais haviam visto um bólido como este). E considerando que na mesma noite vimos outros dois meteoros bastante brilhantes, foi realmente uma observação magnífica. Que venham mais observações como esta!