Sociedade Princesina de Ciências Astronômicas ®

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sábado, 12 de março de 2011

Relatório de Observação 08 de Março de 2011

A forma inusitada com que acontece nossas observações já não nos surpreende. É a seleção natural. Só poderemos sobreviver ao clima princesino se nos adaptarmos a ele, se seguirmos suas regras. E a regra básica é: aproveite as oportunidades.

A comunicação se fez rápido e, meia hora depois, todos já estavam prontos para seguir rumo ao observatório natural, onde poderíamos desfrutar por algumas horas de céu límpido: a chácara do Sr. Aroldo Garbuio.

Compareceram os confrades Maurício, Osvaldo, Sérgio, Carlos e Adriano. Faltou somente o confrade Cristopher, que por motivos de força maior não pode comparecer. Quase todos os membros chegaram ao mesmo tempo. Nuvens baixas eclipsavam o sol poente que as atravessava com seus raios dourados, deixando o horizonte oeste na tonalidade sépia. Pássaros desconhecidos celebravam o final do dia dando rasantes sobre as nuvens de insetos que pairavam sobre as nossas cabeças.

Na rodovia, o fluxo contínuo de luzes vermelhas ruborizava a vegetação, deixando-a mais hostil aos olhos pacíficos.

Qual foi a nossa surpresa quando vimos o confrade Osvaldo montando um telescópio dobsoniano SkyWatcher, de 150 mm de abertura e f/D 8. Todo equipamento é bem-vindo e, estando este praticamente virgem, não nos faltou vontade de pô-lo a prova.

Assim que o disco solar mergulhou, Júpiter surgiu imponente a aproximadamente 15 graus do horizonte oeste. Atacamos sem demora. Os telescópios SkyWatcher (150 mm e 300 mm) mostraram a que vieram, e nos apresentaram imagens espetaculares das faixas coloridas da densa atmosfera do planeta, somente atrapalhadas pelo tremular constante da instável atmosfera terrestre e do vento fustigante que assolava o topo da colina onde nos encontrávamos. As quatro principais luas apresentavam-se esplendorosas, principalmente Calisto, que se inclinava um pouco ao norte em relação às outras três.

A Lua Nova exibia sua foice branca manchada de cinza, cicatrizes profundas das pelejas de outrora. Os canhões ópticos foram lançados sobre ela, nossa próxima vítima. Com o olho na ocular, tínhamos uma visão tridimensional das áreas próximas à sombra, marcada pelo relevo acidentado. Adentrando à penumbra, picos brilhantes fulguravam com a luz do astro rei, futuras instalações humanas. Pelo resto da noite ela nos serviu como gueixa nas nossas taras científicas.

O Cruzeiro do Sul erguia-se lamurioso, circunavegando o polo celeste. A Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães ludibriavam nossas mentes ainda descrentes de sua natureza. Nuvens, sim. Nuvens de poeira cósmica, gases estelares, brigadas de mundos e, quiçá, civilizações.

A constelação de Touro, límpida, nos mirava através de seu gigante olho, Aldebaran. Próximo à ponta de um dos chifres estava a difusa, mas não menos bela nebulosa do Caranguejo, ou M1. Durante a observação, levantamos a possibilidade de o astrônomo francês ter inicialmente considerado M1 como um cometa. Notando que não errava pelo céu, catalogou-o como objeto do espaço profundo.

Logo depois nos aventuramos na caçada da nebulosa do Esquimó (NGC 2392), na constelação de Gêmeos. Não obstante buscarmos exaustivamente, nada encontramos. Além de tênue, a nebulosa planetária apresenta magnitude 9, o que tornou sua localização manual impossível. O mesmo aconteceu com a Nebulosa da Roseta (NGC 2246), em Monoceros.

Como sempre, os objetos mais luminosos foram explorados com entusiasmo. Nebulosa de Órion (M42), Aglomerado do Presépio (M44), Ômega Centauro, 47 Tucanae (NGC 104) e Caixa de Jóias (NGC 4755).

A grande surpresa da noite foi Saturno, que nasceu próximo das 21 horas (Brasília). Mesmo com a desvantagem do horizonte leste, trêmulo e poluído, conseguimos distinguir com perfeição o espaço entre os anéis e o planeta. Titã destacava-se ao lado do gigante, juntamente com Rhea, plácida sobre o véu negro.

Por falta de contribuição meteorológica abandonamos os astros, velados pela fina camada de nuvens que se espalhou por toda a abóbada celeste. Relutantes, recolhemos os equipamentos e com pesar deixamos o posto avançado de observação, felizes com o breve espetáculo.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Noite Internacional de Observação Lunar


O ano de 2009 marcou o ressurgimento do interesse pela Lua, neste sábado dia 18/09 ocorrerá a "Noite Internacional de Observação Lunar," um evento mundial organizado pela NASA, Observatório Gemini e a ONG Astrônomos Sem Fronteiras.
Além da Lua outros astros poderão ser observados como os planetas Vênus, Marte e Júpiter.
Foto Sergio Carbonar
Nikon D60 1/4000

domingo, 8 de agosto de 2010

Observação Aeroporto Sant'Ana 07/08/2010

Clique na imagem para aumentá-la.

A idéia de fazer uma observação no sábado partiu de forma despretensiosa, esperando, em realidade, uma negação de meu superior. Mas o fato foi que eu ateei o fogo da vontade de contemplar os astros em meus confrades, e tive que arcar com as consequências, que não poderiam ser melhores.

Chegamos no Aeroporto Sant'Anna com o Sol tocando o horizonte oeste, se escondendo para lá dos meandros do Tibagi, uma poncã gigante sendo oferecida aos amigos orientais que entravam no novo dia. Estudamos o terreno para que nada nos surpreendesse quando estivéssemos velados pela luz das estrelas (para saber mais sobre o episódio da cobra, clique aqui).

Felizmente, nada de surpreendente aconteceu, a não ser o aparecimento de um telescópio de 250 mm, SkyWatch, que nos deixou consideravelmente felizes. O Sr. Arnaldo, amigo do confrade Osvaldo (que possui muitos amigos com nomes semelhantes), o adquiriu há algumas semanas e nos brindou com excelentes imagens da Eta Carinae, Galáxia do Sombrero, M3, M8, M6, Mercúrio, Vênus, Saturno, Marte, Urano e um espetacular Júpiter, com excepcional visão das faixas que adornam o gigante gasoso.

Iniciamos o desmonte dos equipamentos influenciados pela aproximação da bruma que pairava sobre os charcos à nossa volta. Nossos binóculos ficaram inutilizados com a membrana aquosa da condensação, assim como as lunetas buscadoras. Relutantes, fomos vencidos pelo cansaço, frio, fome e, nesse dia especial, pela umidade. Mas, como tantas outras, essa foi mais uma observação memorável que a SPCA pode realizar.

Foto de Mauricio José Kaczmarech.



segunda-feira, 5 de julho de 2010

Relatório de Observação 03/Julho/2010

Copiado do site da SPCA: http://www.spca-astronomia.com.br/spca-observacao-socios.html


No sábado dia 3 de julho realizamos a melhor observação que já fizemos na chácara. Todos os membros da SPCA estavam presentes; o equipamento utilizado consistia em alguns binóculos, câmeras fotográficas e três telescópios: o 130 mm de Cristopher Margraf, o 150 mm de Adriano Smolarek e o 300 mm de Sergio Carbonar. O céu estava excelente, totalmente limpo, o que é raro em nossa região, e a temperatura estava agradável, considerando a época do ano.

A noite já seria especial só pela incrível quantidade de objetos do céu profundo observados. Dentre estes o destaque ficou com quatro galáxias que nós ainda não havíamos observado; eu (Cristopher) as identifiquei primeiramente usando o binóculo 10x50 e depois o Sergio as encontrou no 300 mm, onde pudemos observá-las com detalhes incríveis. Estas galáxias são M83 em Hydra e o tripleto de galáxias em Leão, formado por M65, M66 e NGC 3628. Também foram observados alguns objetos já "velhos conhecidos" nossos, como as galáxias Sombrero (M104) e Centaurus A (NGC 5128), o aglomerado Omega Centauri, Caixa de Jóias, etc. Também foi destaque a grande quantidade de objetos Messier identificados, dentre os principais: M4, M6, M7, M8, M10, M12, M13, M16, M17, M18, M20, M21, M24, M25, M57, além é claro das já citadas M65, M66 e M104 (Sombrero). Aliás, M57, a Nebulosa Planetária do Anel, merece destaque; nunca havíamos a observado antes, mas o Sergio a identificou com o 300 mm e através do instrumento foi possível discernir claramente o formato característico de anel dessa nebulosa, que lhe dá o nome.

Mas muito além destes objetos, o grande destaque da noite foram os meteoros. Mais de 30 esporádicos foram observados, sendo que três foram excepcionais. O primeiro, às 21:28h, foi gigante, um verdadeiro bólido, com um brilho azul esverdeado tão intenso que formou um clarão que iluminou o chão e as árvores. Estimamos sua magnitude em (no mínimo) -9.0, mas pode ter sido até mais intenso, pois foi muito mais brilhante que Vênus, riscando o céu de Leste a Norte, surgindo em Sagitário e terminando na região da constelação Sagitta. O bólido queimou por uns 4 ou 5 segundos antes de desaparecer.

O segundo meteoro de brilho excepcional surgiu mais ao norte, às 22:10h; foi menos brilhante (estimamos sua magnitude em -1.0 comparando com a estrela Vega), porém mais lento e brilhou por mais tempo (aproximadamente 6 ou 7 segundos) e percorreu uns 40 graus no céu. O último fenômeno excepcional foi às 22:34h, menos brilhante que os anteriores (magnitude estimada em +0.5), mas ainda assim lento e duradouro como o anterior, brilhando por cerca de 6 segundos. Este partiu do Norte para o Leste, surgindo em Lira e desaparecendo perto do Grou.

Foi realmente muita sorte termos observado aquele bólido às 21:28h, principalmente sabendo o quão é raro conseguir observar este tipo de fenômeno (mesmo os mais experientes do grupo jamais haviam visto um bólido como este). E considerando que na mesma noite vimos outros dois meteoros bastante brilhantes, foi realmente uma observação magnífica. Que venham mais observações como esta!

sábado, 3 de julho de 2010

Observação na Chácara

Hoje, finalmente, os membros da SPCA se reunirão no posto de observação privilegiado: a chácara do Sr. Aroldo Garbuio.

O nosso céu de inverno é privilegiado com tantos objetos do espaço profundo, que nós não sabemos nem por onde começar nossas buscas.

Amanhã traremos o relatório da observação.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Relatório de Observação 06-07/02/2010 - Chácara


Sábado, dia 06, a SPCA partiu para mais uma observação entre os sócios na chácara do Sr. Aroldo Garbuio, que nos deixou à vontade para realizarmos nossa exploração celeste. Segue abaixo o relatório do confrade Christopher Margraf, que também pode ser conferido em nosso site (clique aqui).

Primeira observação em grupo deste ano de 2010, com o telescópio 304mm f/5 de Sérgio Carbonar; o telescópio 130 mm f/5 de Cristopher Margraf; e três binóculos astronômicos 10x50 sendo um de Cristopher Margraf, um de Carlos Chrestani e um de Marcelo Kaczmarech.
Foram observados muitos objetos, com destaque para as galáxias M104 (galáxia do Sombrero), NGC 5128 (a radiogaláxia Centaurus A) e Nuvens de Magalhães; os planetas Saturno e Marte (exibindo uma de suas calotas polares); as Nebulosas Tarântula (NGC 2070), Eta Carinae (NGC 3372), Chama (NGC 2024) e Orion (M42); o remanescente de supernova M1 (Nebulosa do Caranguejo); os aglomerados globulares 47 Tuc e Omega Centauri; além de inúmero aglomerados abertos.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Relatório de Observação 03 de fevereiro - Cristopher H. Margraf

Desde que adquiri meu telescópio Sky-Watcher 130mm, ainda não havia conseguido uma oportunidade boa de testá-lo. Ora era o tempo que não contribuía, ora eram os compromissos de trabalho. Já havia observado Júpiter e a Lua com o tele, mas eu queria mesmo é testá-lo com os objetos do céu profundo. Ontem o tempo ficou bom logo no início da noite, e decidi não perder aquela oportunidade.

Comecei a montar as coisas lá pelas 21:20, e quando olhei casualmente para Orion a olho nu por volta de 21:30, me surpreendi ao ver a passagem de um satélite artificial pela constelação, com magnitude próxima de 4. Mais tarde, consultei o site HEAVENS-ABOVE e descobri tratar-se do foguete Cosmos 1666.

A partir das 21:30 com tudo pronto, me concentrei no Sul. Principalmente porque meus algomerados abertos favoritos encontram-se nessa região, além de ser uma das poucas partes do céu que me é livre para observar aqui dos fundos da minha casa, a qual é cercada de prédios por quase todos os lados.

Atualmente, disponho de duas oculares de pouco aumento para o tele, uma 25mm (que dá um aumento de 26x) e uma 10mm (aumento de 65x). Comecei por um velho conhecido: o aglomerado aberto IC 2602, conhecido como Plêiades do Sul. De tempos em tempos, tirava o olho da ocular do tele e observava com meu binóculo Celestron UpClose 10x50. Aqui vale uma constatação importante: muitas pessoas subestimam a importância dos binóculos na astronomia. Mas a partir do momento em que adquiri o telescópio, minha reação foi o contrário: passei a valorizar ainda mais meu pequeno 10x50. As Plêiades do Sul formam um aglomerado espaçado, e no grande aumento de um telescópio, o maravilhoso efeito que aquelas estrelas causam observadas próximas umas das outras (quando observadas a olho nu ou ao binóculo) quase se perde. É um tipo de aglomerado que definitivamente deve ser observado ao binóculo ao invés do telescópio.

Mas é claro que o telescópio também tem seus momentos de superioridade na observação de aglomerados abertos. Por exemplo, quando observei a Caixa de Jóias, na Crux (Cruzeiro do Sul), um aglomerado pequeno, ele se mostra tímido e sem grandes detalhes ao binóculo. Mas no campo do telescópio, ele se revelou estonteante, e a estrela cor de rubi em seu centro contrastava enormemente com as estrelas azuis circundantes. Um espetáculo.

Novamente na região circundante das Plêiades do Sul, mergulhei nos aglomerados abertos da Carina (a Quilha do navio dos argonautas). NGC 3532 é um aglomerado aberto extremamente denso, para observar ao binóculo é um dos meus aglomerados favoritos. NGC 3114 e NGC 2516 também proporcionaram uma bela visão. Tentei observar maiores detalhes da nebulosa Eta Carinae, porém ela estava fraca e quase imperceptível, tanto ao bino quanto ao tele. Percebi aí que a noite não estava assim tão boa, pois em outras ocasiões, aqui de casa mesmo, eu já havia conseguido observá-la muito melhor ao binóculo do que consegui neste dia.

Foi então que descobri um pequeno tesouro bem escondido, a noroeste da Nebulosa Eta Carinae. Trata-se de NGC 3293, um aglomerado pequeno (o que não o torna um alvo muito bom para binóculos), mas que se revela magnífico ao telescópio, bastante denso e brilhante. Então decidi observar um aglomerado globular, e lembrei de NGC 2808, ao Norte das Plêiades do Sul, um aglomerado não tão brilhante, mas que eu já observara facilmente ao binóculo anteriormente, em um céu bom de interior na cidade de Ipiranga (PR). Porém, no céu poluído do centro de Ponta Grossa, isso mostrou-se uma missão ingrata. Sofri para encontrá-lo ao binóculo, se mostrando apenas como uma estrela desfocada. No campo do telescópio, mesmo com a ocular de 65x, não consegui resolver nenhuma estrela individual do aglomerado, e ele se mostrou apenas como uma pequena esfera de algodão.

Para terminar a noite, dei uma rápida observada na Nebulosa de Orion. Com a ocular de 65x, pude perceber claramente as estrelas que formam o Trapézio. Mesmo com o céu poluído, pude perceber alguns detalhes interessantes na Nebulosa. Queria observar Marte, porém o planeta só ficaria disponível para observar daqui da minha casa lá pelas 1h da manhã, quando passasse exatamente sobre o ponto cardeal Norte (onde há um pequeno pedaço de céu aberto, no meio de dois prédios), e como bom astrônomo amador pobre que precisa levantar cedo no dia seguinte, seria complicado para mim ficar acordado até esse horário. Mas se sábado o tempo continuar bom, provavelmente a SPCA fará uma observação na chácara, e aí Marte não me irá escapar!

Fim da observação às 22:55h do dia 03 de fevereiro.

Observação astronômica


Pode-se dizer que a Astronomia é a ciência mais antiga que o homem pratica na sua existência no planeta Terra, a humanidade já estava hávida de saber a razão pela qual se originaram todos aqueles pontinhos brilhantes no firmamento, bem como também tentar desvendar o seu próprio destino nas paragens desse planeta, uma simples olhada para o céu noturno já estamos envolvidos com a Astronomia.

A Observação a olho-nu foi por muito tempo a única forma de se conseguir compreender o que se passava sobre suas cabeças e muitas descobertas foram realizadas.

Depois com a invenção do telescópio a Astronomia obteve um salto imenso novos astros foram descobertos, conceitos foram reformulados, e nada mais acolhedor e gratificante que ficar ao relento para observar o que o firmamento nos oferece, de preferência longe da poluição luminosa das grandes cidades, que faz o céu perder em qualidade e que causa decepção nos astrônomos, quer seja ele profissional ou amador, por isso não devemos perder tempo, boas observações a todos...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Relatório de Observação

Desde que adentramos ao novo ano, pela primeira vez consegui vislumbrar o firmamento sem nenhum obstáculo aparente. Iniciei quando o relógio marcava 20h15min. Por volta de 20h45min., vi um belo ponto dourado de magnitude -3 surgindo do Norte. Era a Estação Espacial Internacional. Acompanhei-a até o Sudeste quando seu brilho tornou-se prata e se intensificou. Em minha avaliação, acredito que nesse momento sua magnitude chegou a -5.
Chequei as informações no site Heavens-Above.
DateMagStartsMax. altitudeEnds
TimeAlt.Az.TimeAlt.Az.TimeAlt.Az.
29 Jan-2.606:03:1610SSW06:06:0756SE06:08:5710NE
29 Jan-3.420:47:5710NNW20:50:4664NE20:53:3710SE

Após esse belo encontro, mantive-me no lado Sul. A uns dez graus acima do horizonte, visualizei um belo aglomerado aberto. Não lembrava de tão belo aglomerado, com estrelas diamantinas multicoloridas sob o azul marinho do anoitecer. Para sanar esta dúvida, vali-me do programa Cartas du Ciel. Lá estava: Aglomerado Aberto IC 2602, mais conhecidas como Plêiades do Sul.


Júpiter já estava próximo ao horizonte Oeste e, mesmo assim, consegui observá-lo com meu binóculo Celestron, que se mostrou bem mais potente do que eu imaginava quando surgiu sob meus olhos as luas galileanas junto ao gigante gasoso.

Para uma região onde não se pode escolher datas para as observações, essa pode ser considerada um sucesso.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Observação Pública 01


A SPCA® convida a todos os interessados em Astronomia e ciências correlatas para a Primeira Observação Pública de 2010 em Ponta Grossa.

Se as condições atmosféricas permitirem, poderemos observar: Júpiter, aglomerados abertos Plêiades e Híades, Lua em fase Quarto-Crescente (melhor fase para observar as crateras e formações da superfície) e Nebulosa de Órion.

Data: 23/01/2010.

Local: Parque Ambiental Manoel Ribas (Ao lado do Terminal Central).

Horário: 19 horas.

Observação: SE HOUVER RISCO DE CHUVA MOMENTOS ANTES, ESTARÁ CANCELADA A OBSERVAÇÃO.