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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Nasa faz foto de galáxias que formaram buracos negros

da Folha Online.

A Nasa, agência espacial americana, divulgou uma foto da Arp 147, um par de galáxias localizadas a cerca de 430 milhões de anos-luz da Terra.

A imagem foi possível pelos raios X emitidos pelo observatório Chandra e pelos dados ópticos do telescópio Hubble.

A Arp 147 contém os restos de uma galáxia espiral (à direita na imagem), que colidiu com uma elíptica (à esquerda).

Dessa colisão, surgiu um aglomerado de estrelas novas, que na foto aparece como o anel azul.
À medida que vão evoluindo, esses corpos celestes explodem como supernovas, deixando para trás buracos negros ou estrelas de nêutrons --uma das possíveis fases finais da vida de uma estrela.

Tanto os buracos negros quanto as estrelas de nêutrons podem se tornar fontes de raios X brilhantes. No caso da Arp 147, eles são tão vistosos, que devem ser buracos negros com massa equivalente de dez a vinte vezes superior à do Sol.

A foto também captou a "vizinhança" da Arp 147. Uma estrela (à esquerda, abaixo) e um quasar (ponto rosa, na parte de cima).

terça-feira, 15 de junho de 2010

Notícias da Folha de São Paulo


A equipe do satélite Corot, que conta com participação brasileira, anunciou nesta segunda (14) a descoberta de mais seis planetas fora do sistema solar. Eles são bastante diferentes uns dos outros, mas todos são bem maiores do que a Terra.

A busca por planetas distantes está surpreendendo os cientistas desde 1995. Até agora, já foram encontrados 450 (15 pela Corot, contando os anunciados hoje). Para Sylvio Ferraz Mello, astrônomo da USP, isso não quer dizer que os novos resultados estejam apenas acrescentando mais uns poucos planetas à lista.

"É incrível, mas não tem dois iguais. Encontramos densidades completamente estranhas, tamanhos estranhos", diz.

Em um dos descobertos agora, por exemplo, a temperatura sobe de 250oC para 600oC em apenas 13 dias. Isso é quanto dura um ano no lugar: o planeta está muito (mas muito mesmo) perto da estrela que orbita (o seu Sol).

O grande objetivo dos cientistas, porém, é achar mais planetas parecidos com a Terra. Eles precisam ser, portanto, menores do que esses seis. "Se esperava, quando começamos com o Corot, que fôssemos achar mais deles, mas não podemos alterar a natureza", diz Mello.

Em 2009, a Corot achou um planeta parecido com a Terra fora do sistema solar. Ele ficou conhecido como "Corot 7", é pequeno e tem um solo firme, parecido com o terrestre. Se existir vida fora do sistema solar, é razoável imaginar que ela poderia ter mais chances em um planeta assim (afinal, pelo menos está provado que ela pode aparecer em um planeta como a Terra).

O que os cientistas da Corot gostariam que acontecesse agora, diz Mello, seria encontrar "mais um Corot 7". Em paralelo, outras missões, como a Kepler, da Nasa, tentam o mesmo.

-o-o-o-

A Lua pode ter mais água do que se imaginava, segundo um estudo publicado na revista "PNAS".

Uma equipe de cientistas analisou o mineral apatita contido em rochas lunares colhidas durantes as missões Apollo e de um meteorito lunar encontrado no norte da África.

Os cientistas descobriram que havia pelo menos 100 vezes mais água nos minerais lunares do que se pensava.

Este grupo é um dos muitos que busca provas de existência de água na Lua e de como a água chegou à Terra.

O líder da equipe, Francis McCubbin, da Instituição Carnegie para Ciência, em Washington, disse à "BBC News" que o conteúdo de água na Lua varia de 64 partes por bilhão a 5 partes por milhão. "Algo como 2,5 vezes o volume dos Grandes Lagos", disse.

Acredita-se que a Lua tenha se formado após a colisão de um astro do tamanho de marte com uma Terra jovem, há 4,5 bilhões de anos. O impacto de alta energia produziu entulho derretido, que esfriou e formou a Lua.

Nesse perído, havia uma oceano de magma na Lua. Esse magma continha água, que entrava em erupção na superfície do satélite. A maioria dessa água evaporou, mas parte dela permaneceu nas rochas.

CRONOLOGIA

As missões espaciais Apollo nos anos 60 e 70 resultaram no acúmulo de vasto acervo de rochas lunares, que foram estudadas por cientístas durante vários anos.

A Lua foi declarada seca, mas essa teoria foi questionada em 2008 quando uma equipe dos EUA descobriu evidência de água em rochas vulcânicas usando um método de espectroscopia de massa de íons secundários.

Foi um avanço, apesar de as quantidade de água observada ser diminuta --da ordem de 46 partes por milhão.

No começo de 2010, observações a partir da nave indiana Chandrayaan-1 revelaram depósitos grossos de água congelada próximo ao polo norte lunar.

No novo estudo, McCubbin e colegas também usaram espectroscopia de massa para investigar as rochas da Apollo, mas dessa vez eles analisaram o único mineral que contém água nas rochas, apatita. O mineral é um importante componente de ossos e do enamel dos dentes e tem uma boa maior chances de reter água que rochas vulcânicas.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sedimentos indicam que Marte pode ter abrigado mar



Cientistas americanos encontraram mais provas de que um oceano existiu em Marte, informa o site da "BBC News".

Um projeto de mapeamento geológico encontrou depósitos de rocha sedimentar em uma região chamada Hellas Planitia, o que sugere a presença de um oceano naquele local.

A bacia de Hellas é uma cratera de impacto gigante. Com 2.000 km de largura e 8 km de profundidade, é a maior em Marte.
Os dados indicam que um lago teria existido na bacia entre 4,5 bilhões e 3,5 bilhões de anos atrás.

Alguns cientistas acreditam que as condições em Marte eram mais favoráveis para a evolução de vida do que na Terra naquela época.

O mapeamento é consistente com estudos anteriores que já indicavam a presença de lagos no passado de Marte.

Segundo os cientistas, uma fina camada de afloramentos na borda leste de Hellas são depósitos sedimentares, formados pela erosão e transporte de rochas e solo de montanhas marcianas para um contingente de água parada.

Novos estudos poderiam trazer pistas sobre como o clima marciano mudou ao longo de períodos geológicos.

Os dados foram obtidos a partir de vários instrumentos presentes em naves da Nasa, incluindo Viking, Mars Global Surveyor e Mars Odyssey.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Planeta realiza órbita ao redor de seu sol em menos de 18 horas

DA NEW SCIENTIST (Via Folha)

Uma nova análise realizada por cientistas nos EUA mostra que um planeta consegue dar uma volta completa ao redor de seu sol em menos de 18 horas.

O planeta, chamado 55 Cancri e, já era conhecido por cientistas há vários anos. Ele possui uma massa muito maior que a da Terra e orbita um estrela como o Sol.

Pesquisadores do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica em Cambridge, em Massachusetts (EUA), descobriram que falhas em observações da órbita do planeta podem ter levado a conclusões erradas.

Pensava-se que 55 Cancri e levava três anos para orbitar seu sol, SWEEPS-10. A nova análise, porém, indica que o planeta leva 17 horas e 41 minutos.

Há indícios de que outro planeta no mesmo sistema possa realizar uma órbita em um tempo ainda menor, mas sua existência ainda não foi confirmada.

Se um planeta pudesse completar uma volta ao redor do Sol (do sistema solar terrestre) a uma distância equivalente ao raio do Sol sem queimar, esse planeta levaria três horas para completar uma volta.

Planetas orbitando astros mais compactos, como anãs brancas, pulsares e buracos negros, podem completar voltas em tempos menores, pois podem se aproximar mais desses objetos. Não há, contudo, confirmação da existência de planetas orbitando anãs brancas e buracos negros.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Folha OnLine

Estrela "engorda" planeta e está prestes a devorá-lo
da New Scientist

Um planeta fora de nosso Sistema Solar, ou seja, um exoplaneta, está sendo "engordado" por sua estrela, que parece pronta para devorá-lo.

O WASP-12b é um planeta gigante gasoso que tem massa equivalente a 1,4 vezes a de Júpiter - maior do sistema planetário em que fica a Terra.

No entanto, ele já foi inflado para um tamanho de aproximadamente 1,8 vezes o tamanho de Júpiter.

C. Carreau/ESA
O planeta WASP-12b deve ser totalmente consumido por sua estrela em cerca de 10 milhões de anos
Ilustração do planeta WASP-12b, que deve ser totalmente consumido por sua estrela em 10 milhões de anos

Shu-lin Li, do Instituto Kavli para Astronomia e Astrofísica em Beijing, China, e seus colegas, dizem que este fenômeno é causado pela gravidade da estrela.

A gravidade estelar agita o interior do planeta, gerando calor e expandindo seus gases. Com isso, o Wasp-12b em estado expandido mal consegue segurar sua atmosfera mais exterior.

Isto deve permitir que a estrela roube matéria do planeta, consumindo-a completamente em cerca de 10 milhões de anos, estima o grupo.

"Isto pode parecer um longo tempo, mas para astrônomos não é nada", diz Li. Como referência, a terra já tem uma história estimada em mais de 4,5 bilhões de anos.

O WASP-12b orbita sua estrela em um ciclo de 26 horas. O estudo a respeito foi publicado na revista "Nature".